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02 julho 2008
missionários da Consolata na África do Sul
São dez os missionários da Consolata a trabalhar na África do Sul, e são originários de cinco países:
1 da Colômbia, Tanzânia, Quénia e Uganda.
2 de Portugal
4 da Itália.
Em Setembro os missionários da Consolata darão início um seminário Teológico na África do Sul, com cinco estudantes provenientes da Etiópia, Quénia e Uganda. O reitor do seminário vem de Moçambique.
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Graham Rose, novo bispo de Dundee
No passado dia 13 de Junho o padre Thomas Graham Rose, 56 anos, foi nomeado bispo de Dundee.
Os missionários da Consolata iniciaram o trabalho missionário na África do Sul no território da Prefeitura de Volksrust em 1971.
A diocese de Dundee teve o seu início em 19 de novembro de 1982 no território da Prefeitura de Volksrust.
Em 1983 a diocese de Dundee recebeu o seu primeiro bispo na pessoa do franciscano Michael R. Pascal, forçado a resignar há três anos por motivos de saúde.
O padre Graham Rose, novo bispo de Dundee, é formado em advocacia civil e em gestão, e pertence ao clero da arquidiocese de Johanesburgo.
A ordenação episcocal está agendada para o dia 30 de Agosto na cidade de Newcastle, centro territorial da diocese de Dundee - a 30 quilómetros da missão de Osizweni onde me encontro.
A diocese de Dundee, pertencente á arquidiocese de Durban, tem 1.706.000 habitantes num território de 51.867 quilómetros quadrados, e conta com 95.000 católicos agrupados em 29 paróquias-missão.
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05 maio 2008
blogar a Missão
No passado dia 28 de Abril nasceu o blog do Congresso Missionário Nacional, que terá lugar de 3 a 7 de Setembro 2008.
O blog pretende ser um espaço aberto às inúmeras iniciativas de cariz missionário das diversas Dioceses do País, dos Institutos Missionários Ad Gentes e outras associações eclesiais.
“Portugal, vive a Missão, rasga horizontes”!
O blog pretende ser um espaço aberto às inúmeras iniciativas de cariz missionário das diversas Dioceses do País, dos Institutos Missionários Ad Gentes e outras associações eclesiais.
“Portugal, vive a Missão, rasga horizontes”!
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maputo: "chapas" e protestos violentos
Escrevi este post no dia 5 de Fevereiro quando me encontrava em Maputo; só agora me é possível publicá-lo; ele aqui vai como partilha desses dias.
São vários meses que não "apareço por aqui"... hoje, porém, dá-se o caso que tenho um acesso "decente" á Internet e aproveito a ocasião para partilhar - ainda que muito brevemente - a situação que está a ter lugar na cidade do Maputo, Moçambique.
Cheguei anteontem á capital Moçambicana e, caso a situação o permita, voltarei para a África do Sul amanhã, quinta-feira. Comigo estão o meu irmão e esposa - Domingos e Lina - que vieram até á África do Sul numa viagem relâmpago de duas semanas; connosco está também o meu colega Carlos Matias, a trabalhar na Missão de Damesfontein, África do Sul.
Ontem de manhã o Superior dos missionários da Consolata em Moçambique levou-nos a visitar os nossos colegas que se encontram a trabalhar na Missão de Likeleva: os padres Salvador Forner, Manuel Tavares e Guilherme Pinilla.
A ida para Likeleva foi marcada por uma mudança forçada do trajecto inicial que nos tínhamos proposto; isso aconteceu devido a algo que - naquele momento - não pudemos identificar. Chegámos a Likeleva, saudámos os colegas, saboreámos um delicioso cafezinho que nos foi oferecido e deleitámo-nos com uma conversa de irmãos e amigos que há muito não se encontravam. A alegria, porém, depressa se transformou em ânsia e preocupação; o padre Carlos Alberto telefona-nos do Maputo e, em poucas palavras, conta-nos que as principais vias da cidade estão cheias de população protestando contra os aumentos dos "chapas" - o meio de transporte pós-colonial típico de Maputo; "despachem-se, não há tempo a perder, a multidão arrasta consigo uma onda de destruição e ataque contra qualquer viatura que circule nas principais artérias de entrada e saída cidade".
Não foi preciso mais nenhuma aviso, dirigimo-nos apressadamente para a N4 - a estrada trans-africana que atravessa o continente desde Walvis Bay, na Namíbia, até Maputo - o único acesso possível para o Maputo. Chegámos ás portagens e... os acessos fechados e os carros a voltarem para trás deram-nos uma mensagem clara: o acesso á cidade era completamente impossível, não havia nada a fazer senão voltar para Likeleva e... esperar - e assim fizémos. Uma espera longa, dolorosa e sem hipóteses de solução á vista.
Os colegas da Missão raparam quanto havia na dispensa, deram-nos o almoço e foram dizendo que, dada a incerteza da situação, a coisa mais certa seria pernoitarmos em Likeleva.
Já passava das cinco da tarde quando o padre Artur, após mais uma saída de investigação, nos diz ter visto colunas policiais de escolta para acompanhar os carros a entrar na cidade; decidimos tentar a sorte e dirigimo-nos apressadamente para a tal N4... após algum tempo começámos a ver os sinais de destruição deixados pelos protestos; lá conseguimos entrar na coluna policial, mas calhámos a ficar muito atrás, éramos o penúltimo carro da coluna, bastante longe dos militares e da protecção que eles poderiam oferecer; a coluna tanto viajava na sua faixa de rodagem como em contra-mão num tremendo ziguezague pelo meio e por cima de pneus em chamas, pedras de toda a medida e peso, rails atravessados na estrada, troncos de árvores e todo o tipo destruição; mas o pior não era isso. O pior eram as pedras que voavam na nossa direção atiradas de todos os lados, o som metálico-seco das pedras a baterem na chaparia dos carros á mistura com os disparos de balas de borracha que a polícia usava para afastar os desordeiros.
Por várias vezes fomos obrigados a interromper a marcha devido aos obstáculos á nossa frente ou á resistência dos manifestantes que teimavam em não se afastar mesmo se as balas de borracha choviam sobre eles. No meio da correria desenfreada muitos carros foram danificados: pára-brisas e vidros partidos, choques em cadeia e toques de todos os tipos causados pelo rally a que as viaturas eram obrigadas devido aos obstáculos colocados na estrada.
Na última rotunda a minha cabeça ficou a milímetros de uma pedra, maior que um tijolo: acabávamos de nos desviar de um carro queimado no meio da estrada quando uma jovem correu a toda a velocidade em direcção a nós, segurando uma pedra com as duas mãos á altura da cabeça: o padre Artur acelerou a fundo e a reunião entre o agressor e o veículo ficou atrasada nuns centésimos de segundo - o suficiente para ouvirmos apenas o roçar do corpo da agressora no lado esquerdo da carrinha, já para trás da cabine; as consequências que as nossas mentes fulmíneamente anteciparam não chegaram a acontecer, felizmente para nós.
Depois de toda uma série de desvios, para evitar as vias bloqueadas por detritos e povoadas de agressores dispostos a tudo, chegámos finalmente a casa e ficámos a saber que o aeroporto estava fechado e que a estrada para o Norte estava ainda pior do que aquela que tínhamos percorrido.
Agradecemos o bom Deus porque nada de sério tinha acontecido aos vários membros da comunidade que se viram envolvidos na situação, e rezámos esperando que a situação se normalize o mais depressa possível e que as exigências dos pobres sejam acolhidas pelos governantes.
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30 abril 2008
God of love, compassion, and healing
Não resisto a publicar aqui a maravilhosa oração que Bento XVI rezou no Ground Zero, Nova York, no dia 20 de Abril deste ano.
A beleza - e actualidade - são expressas no universal sentido de pertença á família de que todos somos parte: família de povos e nações, de religiões e crenças. Todos numa única família.
Como missionário não consigo entender o nosso mundo, e a nossa aventura humana, de nenhum outro modo. O meu bem haja ao nosso Papa por apontar, a todos, o horizonte que é Cristo. E só Ele!
O God of love, compassion, and healing,
look on us, people of many different faiths and traditions,
who gather today at this site,
the scene of incredible violence and pain.
We ask you in your goodness
to give eternal light and peace
to all who died here— the heroic first-responders:
our fire fighters, police officers,
emergency service workers, and Port Authority personnel,
along with all the innocent men and women
who were victims of this tragedy
simply because their work or service
brought them here on September 11, 2001.
We ask you, in your compassion
to bring healing to those
who, because of their presence here that day,
suffer from injuries and illness.
Heal, too, the pain of still-grieving families
and all who lost loved ones in this tragedy.
Give them strength to continue their lives with courage and hope.
We are mindful as well
of those who suffered death, injury, and loss
on the same day at the Pentagon and in Shanksville, Pennsylvania.
Our hearts are one with theirs
as our prayer embraces their pain and suffering.
God of peace, bring your peace to our violent world:
peace in the hearts of all men and women
and peace among the nations of the earth.
Turn to your way of love
those whose hearts and minds
are consumed with hatred.
God of understanding,
overwhelmed by the magnitude of this tragedy,
we seek your light and guidance
as we confront such terrible events.
Grant that those whose lives were spared
may live so that the lives lost here
may not have been lost in vain.
Comfort and console us,
strengthen us in hope,
and give us the wisdom and courage
to work tirelessly for a world
where true peace and love reign
among nations and in the hearts of all.
Oração de Bento XVI
Ground Zero, New YorkSunday, 20 April 2008
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07 abril 2008
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