10 julho 2009

19-Junho-2009: Pretoria - Lisboa

Ao princípio da tarde o padre Jesús Ossa leva-me ao aeroporto de Joanesburgo, agora baptizado de OR Tambo Airport. Devido ás muitas tarefas da última hora – melhor dito das últimas semanas! – atrasei-me na saída de casa em relação à hora combinada com o padre Jesús; não obstante isso conseguimos chegar ao aeroporto a tempo de fazer o check-in dentro do tempo previsto; devido ao número elevado de voos que se realizam ao fim do dia, e era uma sexta-feira, aconteceu uma grande demora na passagem da segurança e no controlo de documentos pelo que, depois disso, foi um corre-corre até embarcar no avião (acho que deveria dizer-se "enviãoar" pois aquilo não é um barco mas sim um avião!)

 

As longas viagens de avião têm a enorme vantagem de constituir uma oportunidade única para ocupações tais como: reflexão, meditação, revisão, planeamento… E tinha tantas coisas a transbordar da chávena da minha vida nos últimos meses, semanas e dias…

Por outro lado, com o preço a que estão os bilhetes de avião, há que usar bem o tempo de voo!

A viagem correu bem até porque, devido ao cheio que o avião estava, nem havia espaço para mexer os braços, se bem que as onze horas até Frankfurt, Alemanha, demoraram a passar. Tive que passear pelo terminal aéreo de Frankfurt mais de cinco horas mas, esse 'passeio' levou a que o bilhete custasse uns seiscentos 'europeus' a menos do que indo directo para Lisboa!

 

 

Ajudar para... receber ajuda!

Nos primeiros meses de 2008, os missionários da Consolata da África do Sul fizeram um pedido ajuda financeira às Obras Missionárias Pontifícias da América do Norte: tratava-se de apoiar, por um lado, o Seminário Maior a ser estabelecido na Delegação da Consolata e, por outro, os grupos de Voluntários de Cuidados Domésticos que cuidam dos doentes terminais de SIDA em suas casas.

Para poder ter acesso a essa ajuda, os nossos colegas da América do Norte, pediram a nossa colaboração na pregação de Jornadas Missionárias que, tradicionalmente, se realizam durante o Verão americano e que são chamadas de Missionary Appeals porque, de facto, se trata de appeals, apelos!

Assim, foi decidido que o superior da Delegação – por ser quem está mais livre de compromissos pastorais fixos – seria enviado aos EUA para fazer esse serviço de pregação e angariação de fundos; após vários contactos epistolares ficou decidido que o missionário da África do Sul iria fazer nove Jornadas Missionárias seguidas, ou seja, todos os domingos de Julho e Agosto – um grande desafio sobretudo para quem, como eu, nunca tinha ido aos Estados Unidos da América fazer esse tipo de trabalho.

03 março 2009

Umemulo

 

escrito por Carlos Domingos

 

 

Como muitos povos Africanos também os Zulus dão realce particular a certos momentos da vida como o nascimento, o período da puberdade até ao casamento e a morte. Tradicionalmente estes tempos especiais eram celebrados e marcados pelo sacrifício de animais aos antepassados.

 

Como vimos anteriormente, hoje os Zulus não têm uma iniciação à vida adulta para os rapazes. Mantêm-se ainda uma para as raparigas e a cerimónia chama-se umemulo. As cerimónias ou factos significativos da vida da jovem começam com a puberdade e culminam com o umemulo que é uma espécie de transição para a idade adulta.

 

Quando os pais orgulhosos de uma jovem (digamos, de 20 a 26 anos) vêem que a moça tem sido boa, respeitosa e não perdeu a virgindade, que “honrou” a família com o seu comportamento decidem proporcionar-lhe esta festa. Ela é agora, por sua vez, honrada, especialmente pelo pai, através desta cerimónia. A finalidade é agradecer e honrar o comportamento exemplar do passado agradecendo os antepassados, mas ao mesmo tempo, pedir as bênçãos dos antepassados para o futuro. No futuro inclui-se o culminar de qualquer relação que a jovem já tenha iniciado (mas sem levar ao sexo) ou inicie agora.

 

A cerimónia em si envolve a separação das outras pessoas por algum tempo significando a mudança de estado juvenil para adulto. Um elemento fundamental da cerimónia é o “teste da virgindade” para garantir que a jovem efectivamente se manteve casta. Outro elemento é o de no dia da festa a jovem, com as suas amigas mais íntimas, dirige-se a um curso de água para se lavar, mas sobretudo para se purificar ritualmente. Mais ninguém se pode aproximar das jovens durante este tempo. De retorno a casa esta é coberta com um xaile especial: o véu de gordura de uma cabra entretanto sacrificada, e cuja carne será consumida pelos presentes.

Segue-se a “reincorporação” caracterizado pelo sacrifício ritual de animais, danças e festas. Hoje é também costume a jovem receber vários presentes durante a cerimónia como notas de banco, que são fixadas ao seu cabelo ou ao guarda-sol com alfinetes.

 

É durante a cerimónia que a moça é declarada apta para o matrimónio e portanto o namoro por começar “oficialmente”. Se ainda o não tivesse feito, a moça podia talvez dar os primeiros passos mandando uma “carta de amor” a um jovem que lhe tivesse agradado. Mas como os Zulu não tinham escrita (a língua escrita foi articulada pelos missionários) estas “cartas de amor” na realidade são feitas de missangas de cores diferentes. Cada cor tem o seu significado e certas combinações referem-se a mensagens particulares. Encontros de namoro têm lugar quando o jovem visita ou também ele escreve uma “carta” a declarar quanto ama a jovem. Assim que a jovem decide que gosta deste pretendente pode dizer-lhe abertamente. É só depois de ambos terem admitido que se amam mutuamente que se mostram juntos em público. Os pais de ambos deveriam saber da relação só quando o jovem os informa que querem casar.

 

Obviamente, em geral há muitas festas de passagem dos “21 anos”, mas não são muitas as jovens que têm o umemulo, embora haja quem venha da cidade e até peça aos amigos que a acompanhem até aos cantos mais remotos da zona rural para afirmar fidelidade às tradições.

 

E embora o ideal da virgindade não seja tão atraente como em tempos passados, a sociedade aplicou esta tradição a outros campos. Hoje por exemplo bancos a oferecer “fundos de investimento do Umemulo” para significar precisamente um investimento que atinge a sua maturidade (e pode ser levantado) quando os filhos entram na maioridade (21 anos).

 

Face à síndrome da SIDA, há quem proponha um retorno às antigas tradições para contrariar o avanço do vírus e outras doenças venéreas.

 

 

18 fevereiro 2009

Acordai! Defendei a Nossa Democracia

Carta Pastoral na Preparação das Eleições Livres em 2009

 

Acordai! Acordai! Defendei a Nossa Democracia

 

17 Fevereiro 2009

 

Depois de 15 anos de democracia, estamos uma vez mais nas vésperas de novas eleições para escolher um novo governo. Desde as eleições ”milagrosas” de 1994, quando Deus respondeu às nossas orações, pedindo a paz, a excitação por causa do fim do apartheid e da nova experiência de votar passou. A África do Sul é uma democracia emergente, com todos os seus debates vigorosos, conflitos de interesses e respectivas lutas pelo poder.

 

Desafios Pendentes

Como nação fizemos muitos progressos ao longo dos últimos anos. Nós agradecemos a Deus pelos líderes sábios e desinteressados que nos ajudaram a conseguir isto e pela boa vontade manifestada por muita da nossa gente. No entanto estamos conscientes dos enormes desafios que enfrentamos. Nós sabemos que não há soluções fáceis para os problemas que enfrentamos, tais como:

 

- A pobreza, a crescente diferença entre ricos e pobres, o aumento dos preços e a falta de empregos;

- A falta de casas condignas, de serviços públicos e de prestação de serviços;

- Famílias instáveis, o aumento da violência doméstica e da gravidez juvenil;

- Exploração sexual e abuso do álcool e das drogas;

- Aumento das facilidades para o aborto;

- Os altos níveis de crime e violência, e um sistema judicial lento e muitas vezes ineficaz;

- O enfraquecimento dos órgãos da sociedade que deveriam fortalecer a nossa democracia, (tais como SABC e os tribunais de justiça);

- O aumento do HIV &AIDS e a condição vulnerável das crianças;

- A baixa qualidade da educação pública;

- O influxo de migrantes e refugiados e a correspondente xenofobia.

 

Estes e muitos outros problemas são um sério desafio para qualquer governo, e pertence a cada um de nós decidir qual o partido que apresenta a política e compromissos mais adequados para os enfrentar com eficácia. É importante julgar um partido pela sua visão política a respeito dos valores-chave do Evangelho, tais como a promoção da vida humana, a dignidade humana e a justiça, como reacção aos pontos acima referidos.

 

À medida que nos aproximamos das eleições, nós, vossos Bispos, gostaríamos de partilhar o nosso pensamento acerca da nossa jovem democracia, e sobre o que ela deveria ser. Embora haja muitos debates positivos e saudáveis acerca do que significa uma democracia, nós estamos conscientes de tendências que pensamos serem uma verdadeira ameaça. As tragédias que se seguiram às eleições no Quénia e no Zimbabué em 2008, lembram-nos, mesmo que a nosso caso não seja o mesmo, que nós não podemos descansar, e que defender uma autêntica democracia é um contínuo desafio.

 

De que é que nos devemos defender?

1. Cuidado com a lealdade cega

Nós não devemos continuar a votar por um partido simplesmente porque foi aquele que sempre apoiámos (uma atitude de “é o meu partido, tenha ou não razão”). Todo o cidadão deve perguntar se o partido que ele apoiou no passado está a fazer uma real contribuição para o progresso do nosso povo. Seguindo Jesus, compreendendo o que significa solidariedade, em Marcos 3:35, a nossa primeira lealdade deve ser para os nossos concidadãos e para com o bem do nosso país como um todo, não para com um partido ou líder determinado, “Todo aquele que faz a vontade de Deus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Não há nada de errado em mudar a nossa escolha de partido. Na verdade, às vezes é necessário fazer isso para que a democracia permaneça dinâmica e saudável. Lembremos que numa verdadeira democracia, nós não podemos basear a nossa escolha na raça, língua, tribo ou grupo cultural, mas nas políticas e nas posições dos vários partidos.

 

2. Cuidado com a intolerância e a intimidação

A liberdade de expressão não dá a uma pessoa o direito da falar abusivamente acerca dos outros. Assim, devemos ser cuidadosos em evitar dizer ou fazer qualquer coisa que intimide os outros, limitando assim a sua liberdade. Tais acções denotam intolerância ou falta de respeito para com outros modos de ver ou outras crenças e, de qualquer modo, uma tentativa de forçar alguém a votar num determinado sentido. Em Lucas, 6,35, nós somos alertados: “amai os vossos inimigos a fazei o bem”. Deste modo, o uso de linguagem violenta e de ameaças, é completamente inaceitável. O opositor, num contexto democrático, ao contrário do que acontece na luta contra a opressão, nunca é alguém que deva ser ultrapassado, mas antes um competidor que me desafia a examinar os meus próprios valores e convicções.

 

3. Cuidado com a corrupção

A corrupção (incluindo o favoritismo para com familiares e amigos no que respeita a empregos) destrói todas as conquistas da nossa luta pela justiça. Leva o povo a sentir-se desiludido, sem poder e sem esperança. Isto enfraquece a sua participação e destrói o coração da democracia. Todos nós precisamos de exigir uma contínua transparência e espírito de serviço por parte dos nossos líderes, a todos os níveis. Infelizmente, muita gente tem medo de desafiar a corrupção porque também eles são tentados por vezes a cair nela, ainda que seja em pequenas coisas, tais como procurar favores por parte dos amigos investidos em autoridade, ou na evasão fiscal. Todos nós precisamos de resistir à tentação, do modo que lemos em Mateus, 7:21, “Tira primeiro a trave do teu olho e então verás claro para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

 

4. Atenção ao nada fazer

Numa verdadeira democracia todos os cidadãos são chamados a participar e a responder às questões que se levantam no dia a dia – não só em tempo de eleições. Contudo, muitos de nós nada fazemos porque nos sentimos impotentes para provocar uma mudança. Isto facilmente desenvolve uma atitude de dependência, em que simplesmente esperamos que seja o governo a tomar decisões e agir. Quando os cidadãos deixam de participar e não se importam de votar, os que se encontram em posição de autoridade sentem--se à vontade para agir como lhes agrada, sem medo de serem desafiados. Como nos é recordado em Mateus 7:21, “Não é aquele que me diz: “Senhor, Senhor” que entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus”. Vamos comprometer-nos, cada um de nós, a construir o nosso país e a nossa democracia em conjunto, e a fazer um esforço para nos tornarmos envolvidos num processo que dê esperança àqueles que ainda esperam por um futuro melhor.

 

A nossa tarefa como Cristãos

Como Cristãos, nós somos chamados a trabalhar com todos os sul-africanos para assegurar o crescimento dos valores e procedimentos democráticos. Nós acreditamos que Jesus Cristo nos mostra o caminho da plenitude da vida. Por isso, neste tempo de eleições nós somos especialmente chamados a considerar as seguintes exigências da nossa fé:

 

1. Devemos promover os elementos centrais do Ensino Social Católico, incluindo:

a. Respeito pela vida e pela dignidade humana;

b. Responsabilidade social e o bem comum;

c. Uma justa distribuição da riqueza e dos recursos naturais;

d. A importância da participação e

e. A compassiva solidariedade para com os pobres e marginais.

 

2. Devemos escutar as necessidades dos pobres e dos marginais, fazendo delas a nossa prioridade.

 

3. Devemos ter a coragem de defender as nossas convicções no meio dos nossos amigos, vizinhos e colegas, e nas nossas actividades políticas; mas mostremos também respeito pelas opiniões dos outros, e estejamos preparados para aprender deles.

 

4. Vamos promover os valores da família e os valores de ubuntu, desafiando o individualismo e a ambição.

 

5. Vamos  promover o respeito pela Lei e exigir que os nossos líderes políticos façam o mesmo.

 

6. Devemos estar atentos e vigilantes para desafiar todas as ameaças à nossa democracia.

 

Uma Chamada à Oração

Para nos apoiar na realização da nossa tarefa como Cristãos, pedimos a cada paróquia para começar uma vigília de oração, a partir de agora até às eleições. Pedimos também que, em cada missa, durante este período, a seguinte oração, ou outra semelhante, seja incluída na Oração dos Fiéis:

“Senhor, pedimos que as nossas próximas eleições sirvam para um aprofundamento da nossa democracia, e que nós cumpramos os nossos deveres de cidadãos de modo responsável e no respeito pelos direitos dos outros. Que as escolhas que fazemos possam trazer esperança aos pobres, unidade a todo o nosso povo e um futuro mais seguro e pacífico para as nossas crianças”.

Esperamos que todas estas orações  nos inspirem e nos decidam à acção, de tal modo que a Igreja venha a ser uma grande força na construção da justiça e da paz na nossa amada terra.

Que Deus abençoe a África.

 

Arcebispo Buti Tlhagale

Presidente Conferencia dos Bispos Católicos da Africa do Sul

 

27 janeiro 2009

Nigéria: Padre católico raptado no sul do país

 

Lagos – Homens armados raptaram domingo, 25 de Janeiro, em Port Harcourt, " capital petrolífera" do sul da Nigéria, um padre católico como vítima das violências, soube-se hoje (segunda-feira) de fonte policial.

 

O padre Pius Kii foi raptado numa estrada do centro da cidade à saída de uma igreja, indicou o porta-voz da polícia de Rivers, um dos Estados de delta do Niger.

 

Os raptores não foram identificados mas teriam pedido um resgate entre 50 e cem mil US Dólares.

 

O delta do Niger é teatro de violências regulares perpetradas por militantes armados que multiplicaram, há três anos, os raptos de funcionários do sector petrolífero, bem como de homens políticos locais e seus aliados.

 

Os reféns são na maior parte das vezes libertados alguns dias ou semanas depois, ao invés dos resgates.

 

Os militantes, que afirmam agir em nome das populações locais, tomam regularmente as instalações petrolíferas e os barcos que navegam as águas do delta.

 

 

26 janeiro 2009

o padre já chegou

















Sim, o padre já cá chegou!
Agora já só falta mesmo que chegue o bispo.

O padre José Luis chegou á África do Sul no passado dia 18 deste mês de Janeiro; na tarde desse mesmo dia - como se ele não estivesse cansado após mais de 12 de avião! - dirigimo-nos para sul em direcção á cidade de Newcastle, no norte da Província do KwaZulu-Natal. A meio da viagem apanhámos uma violentíssima tempestade em que o granizo - eram pedras como punhos! - deixaram marcas no tejadilho do carro; chegámos ao destino já bem depois de jantar, que acabou por ser consumido ainda mais tarde dado que 'todo o mundo' queria cumprimentar o "bishop-elect"!

O dia 19, segunda-feira foi passado em fraternidade, saboreando e agradecendo ao Mestre o dom do padre José Luis como bispo do Vicariato de Ingwavuma: Eucaristia e encontro.

Para o almoço eu tinha convidado o recém-ordenado bispo de Dundee, Mons. Graham Rose, assim como o bispo emérito, Mons. Michael P. Rowland, que foi o primeiro bispo da diocese de Dundee e um maravilhoso amigo dos missionários da Consolata; foi convidada também a Sra Isabel Seady, secretária da Diocese aos tempos do bispo Michael, ela que sempre foi muito próxima aos missionários da Consolata.

A manhã e o almoço passaram velozmente, demasiado depressa dado o clima de amizade, fraternidade e comunhão. Após o almoço foi tempo para abraços e despedidas: cada qual voltou á sua Missão.

Voltei para Pretoria, fazendo de motorista ao-que-há-de-ser-bispo. Dois dias depois fui levá-lo ao lugar onde se realiza a assembleia dos bispos da Conferência Episcopal da África do Sul, Swazilândia e Botswana: embora não tenha ainda a mitra já foi convidado a participar na reunião magna da sua nova comunidade.

A ordenação episcopal do padre José Luis terá lugar a 18 de Abril em Mtubathuba.

17 janeiro 2009

Quénia: Assassinado Missionário da Consolata

"O Padre Giuseppe dedicou toda a sua vida ao ensinamento" disse à Agência Fides o Pe. Giuseppe Ettorri, da Casa Generalícia dos Missionários da Consolata em Roma, recordando o Pe. Giuseppe Bertaina, assassinado na manhã de 16 de Janeiro, no seu escritório em Langata, no Instituto de Filosofia dos Missionários da Consolata, em Nairóbi, no Quénia.  O Pe. Bertaina era o reitor e administrador do Instituto.

 

"Cheguei do Quénia, há um mês: Eu e Pe. Giuseppe ensinámos juntos no Instituo onde foi assassinado", conta Pe. Ettorri. "Do que me foi referido, algumas pessoas entraram no Instituto durante o horário das aulas. Os estudantes e os professores estavam nas salas e não notaram nada de suspeito, mesmo porque o escritório de Pe. Giuseppe se encontra no primeiro andar enquanto as salas de aula estão no rés-dp-chão. Os agressores espancaram o P. Giuseppe, amarraram-no e sufocaram-no, tapando-lhe a boca com papéis. Não se sabe ainda se ele morreu sufocado e se foi estrangulado…".

 

Pe. Bertaina, de 82 anos, nasceu em Madonna dell'Olmo, na província de Cuneo, norte da Itália, e fora ordenado sacerdote em 1951. Estava no Quénia desde os anos 60. Sempre desempenhou a sua missão neste país, para além de um período passado na África do Sul, onde estudou", recorda Pe. Ettorri.

 

"Infelizmente os homicídios com objectivo de roubo são um fenómeno em contínuo aumento e atinge também com frequência os Institutos religiosos e outras obras da Igreja", conclui o missionário.