27 janeiro 2009

Nigéria: Padre católico raptado no sul do país

 

Lagos – Homens armados raptaram domingo, 25 de Janeiro, em Port Harcourt, " capital petrolífera" do sul da Nigéria, um padre católico como vítima das violências, soube-se hoje (segunda-feira) de fonte policial.

 

O padre Pius Kii foi raptado numa estrada do centro da cidade à saída de uma igreja, indicou o porta-voz da polícia de Rivers, um dos Estados de delta do Niger.

 

Os raptores não foram identificados mas teriam pedido um resgate entre 50 e cem mil US Dólares.

 

O delta do Niger é teatro de violências regulares perpetradas por militantes armados que multiplicaram, há três anos, os raptos de funcionários do sector petrolífero, bem como de homens políticos locais e seus aliados.

 

Os reféns são na maior parte das vezes libertados alguns dias ou semanas depois, ao invés dos resgates.

 

Os militantes, que afirmam agir em nome das populações locais, tomam regularmente as instalações petrolíferas e os barcos que navegam as águas do delta.

 

 

26 janeiro 2009

o padre já chegou

















Sim, o padre já cá chegou!
Agora já só falta mesmo que chegue o bispo.

O padre José Luis chegou á África do Sul no passado dia 18 deste mês de Janeiro; na tarde desse mesmo dia - como se ele não estivesse cansado após mais de 12 de avião! - dirigimo-nos para sul em direcção á cidade de Newcastle, no norte da Província do KwaZulu-Natal. A meio da viagem apanhámos uma violentíssima tempestade em que o granizo - eram pedras como punhos! - deixaram marcas no tejadilho do carro; chegámos ao destino já bem depois de jantar, que acabou por ser consumido ainda mais tarde dado que 'todo o mundo' queria cumprimentar o "bishop-elect"!

O dia 19, segunda-feira foi passado em fraternidade, saboreando e agradecendo ao Mestre o dom do padre José Luis como bispo do Vicariato de Ingwavuma: Eucaristia e encontro.

Para o almoço eu tinha convidado o recém-ordenado bispo de Dundee, Mons. Graham Rose, assim como o bispo emérito, Mons. Michael P. Rowland, que foi o primeiro bispo da diocese de Dundee e um maravilhoso amigo dos missionários da Consolata; foi convidada também a Sra Isabel Seady, secretária da Diocese aos tempos do bispo Michael, ela que sempre foi muito próxima aos missionários da Consolata.

A manhã e o almoço passaram velozmente, demasiado depressa dado o clima de amizade, fraternidade e comunhão. Após o almoço foi tempo para abraços e despedidas: cada qual voltou á sua Missão.

Voltei para Pretoria, fazendo de motorista ao-que-há-de-ser-bispo. Dois dias depois fui levá-lo ao lugar onde se realiza a assembleia dos bispos da Conferência Episcopal da África do Sul, Swazilândia e Botswana: embora não tenha ainda a mitra já foi convidado a participar na reunião magna da sua nova comunidade.

A ordenação episcopal do padre José Luis terá lugar a 18 de Abril em Mtubathuba.

17 janeiro 2009

Quénia: Assassinado Missionário da Consolata

"O Padre Giuseppe dedicou toda a sua vida ao ensinamento" disse à Agência Fides o Pe. Giuseppe Ettorri, da Casa Generalícia dos Missionários da Consolata em Roma, recordando o Pe. Giuseppe Bertaina, assassinado na manhã de 16 de Janeiro, no seu escritório em Langata, no Instituto de Filosofia dos Missionários da Consolata, em Nairóbi, no Quénia.  O Pe. Bertaina era o reitor e administrador do Instituto.

 

"Cheguei do Quénia, há um mês: Eu e Pe. Giuseppe ensinámos juntos no Instituo onde foi assassinado", conta Pe. Ettorri. "Do que me foi referido, algumas pessoas entraram no Instituto durante o horário das aulas. Os estudantes e os professores estavam nas salas e não notaram nada de suspeito, mesmo porque o escritório de Pe. Giuseppe se encontra no primeiro andar enquanto as salas de aula estão no rés-dp-chão. Os agressores espancaram o P. Giuseppe, amarraram-no e sufocaram-no, tapando-lhe a boca com papéis. Não se sabe ainda se ele morreu sufocado e se foi estrangulado…".

 

Pe. Bertaina, de 82 anos, nasceu em Madonna dell'Olmo, na província de Cuneo, norte da Itália, e fora ordenado sacerdote em 1951. Estava no Quénia desde os anos 60. Sempre desempenhou a sua missão neste país, para além de um período passado na África do Sul, onde estudou", recorda Pe. Ettorri.

 

"Infelizmente os homicídios com objectivo de roubo são um fenómeno em contínuo aumento e atinge também com frequência os Institutos religiosos e outras obras da Igreja", conclui o missionário.

25 novembro 2008

missionário bispo






O santo Padre Bento XVI nomeou *Vigário Apostólico de Ingwavuma o padre José Luís G. Ponce de León, de 47 anos, nosso colega missionário da Consolata, atribuindo-lhe o título de Bispo de Maturba.

O padre José Luís, argentino, foi ordenado há 22 anos e trabalhou aqui na África do Sul desde 1994 até meados de 2005, altura em que foi nomeado Secretário da Direcção Geral do Instituto Missionário da Consolata.

O Vicariato de Ingwavuma tem meio milhão de habitantes numa área de 12.386 quilómetros quadrados. A Igreja católica conta com cerca de 25.000 membros servidos por quinze sacerdotes, a maior parte deles são membros da Província Oriental Americana da Ordem dos Servos de Maria.

O Vicariato de Ingwavuma situa-se na parte oriental da África do Sul, limitado a norte por Moçambique e a Swazilândia, e a oriente pelo Oceano Índico.

*Vicariato apostólico: Cir­cunscrição eclesiástica ainda não cons­tituída em diocese, gover­nada em no­me do Sumo Pontífice por um vigário apostólico, normalmente bispo. Equi­va­le á Igreja particular. Frequente em terras de missão.

20 outubro 2008

quem ganha com os biocombustíveis?













Os biocombustíveis vistos a partir da África

18 outubro 2008

feliz DMM!

Da mensagem de Bento XVI para o Dia Missionário Mundial

“Servos e apóstolos de Jesus Cristo”

Queridos irmãos e irmãs,
Cristo é o nosso futuro e o seu Evangelho é a comunicação que "transforma a vida", incute a esperança, abre de par em par as portas obscuras do tempo e ilumina o porvir da humanidade e do universo. São Paulo compreendeu bem que somente em Cristo a humanidade pode encontrar a redenção e a esperança.


A actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missio ad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram. Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem "da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus". Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.


O mandato de Cristo de evangelizar todos os povos permanece uma prioridade.
A celebração do Dia Missionário Mundial encoraje todos vós a tomar uma renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho.


Confio ao Senhor a obra apostólica dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis comprometidos em várias actividades missionárias, invocando a intercessão do Apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, "Arca da Aliança viva", Estrela da evangelização e da esperança.


Bento XVI

17 outubro 2008

abre-te à Missão!

Diariamente somos confrontados com situações de crise, na família, na escola, no trabalho, no desporto, na política, na economia, no sistema financeiro, etc. Ouvem-se queixas e lamentos, já não apenas da parte dos pobres, dos pequenos, mas também dos poderosos, dos ricos. Muitos só agora acordam para a realidade do mundo global, constatando que as atitudes, comportamentos e acções dos indivíduos, dos grupos e dos países têm reflexos em toda a sociedade e em todo o mundo. Afinal temos todos de nos converter à solidariedade, ao bem comum, à comunhão. Todos precisamos de princípios e critérios de vida com valor universal. Não pode ser apenas o meu interesse, o meu bem-estar, o meu prazer de momento que ditam a minha maneira de viver. Os mandamentos atribuídos a Moisés, as bem-aventuranças proclamadas e vividas por Jesus Cristo, as obras de misericórdia inspiradas no Evangelho precisam de iluminar a nossa vida.

Aqueles que receberam o dom da fé e acreditam em Jesus Cristo e se dizem membros da Igreja Católica terão de ser os primeiros a acordar e a dar testemunho neste mundo fechado em si mesmo, confiando exclusivamente nos bens materiais e no bem estar individual. Há muita gente a sofrer os efeitos da crise mundial. Muita gente, muitas crianças a morrer de fome, de doenças há muito eliminadas do chamado primeiro mundo. Temos de abrir o nosso coração e as nossas energias e recursos para partilhar com o chamado terceiro mundo e também o quarto mundo dos esquecidos do nosso primeiro, nos subúrbios das grandes cidades e também já nos centros históricos de casas em ruína. Como fazê-lo, podemos perguntar-nos?

Mudança do nosso modo de dizer-se cristão
A primeira mudança tem de começar por mim, abrir-me ao mundo e a todos os humanos que ainda não conhecem a Cristo, os de perto e os de longe, pois Deus quer salvar a todos, sem excepção e serve-se dos Apóstolos e dos seus sucessores para anunciar e testemunhar a boa nova da esperança. A Igreja é essencialmente missionária. E nós, clero, consagrados e leigos, também teremos de o ser, de acordo com a vocação de cada um, para sermos, não apenas de nome, cristãos e discípulos. Com S. Paulo, teremos de nos converter a Cristo e ao testemunho. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho! (1 Co 9, 16). Esta motivação e urgência temos de a partilhar e tornar viva na diocese, nas comunidades paroquiais, serviços e movimentos, pois a messe é grande e os trabalhadores são poucos...

Como tornar-se discípulo e missionário de Jesus Cristo?
Segundo a fé e a tradição cristã, os dons recebidos são para partilhar e para servir os irmãos, a começar pelos pobres, os doentes, os marginalizados. Assim se apresentou Jesus solenemente no início da sua vida pública, assim também enviou os seus discípulos ao dar-lhes o Espírito Santo. Isso mesmo experimentou S. Paulo após a sua conversão, a ponto de se dispor a perder-se ele mesmo desde que os seus irmãos se salvassem, aceitando e acreditando em Jesus Cristo! Esta paixão por Cristo e por todos os homens foi-se fortalecendo ao longo da vida missionária de S. Paulo, numa simbiose que nos fazem compreender que a fé se alimenta na Palavra e na vida de Cristo e na missão, a ponto de podermos dizer que não há fé autêntica sem espírito de missão. Isto parece ser um círculo vicioso, mas é na realidade o circuito vital dos verdadeiros discípulos de Cristo.

A falta de alegria, de identificação e de entusiasmo da nossa Igreja (de Beja) e das nossas comunidades tem a sua origem na ausência do espírito missionário, no individualismo crescente e consequente recusa de partilhar a fé e disponibilizar-se para colaborar na transmissão da mesma fé. Por isso, ao iniciarmos um novo ano pastoral, neste mês do Rosário e das Missões, recordados da mensagem transmitida por Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima, deixo aqui este veemente apelo a todos os colaboradores e cristãos: acordemos para a missão, para a alegria da nossa identidade e pertença a Cristo, para a esperança que nenhum poder deste mundo nos pode arrebatar, se fundada na adesão a Jesus, à sua boa nova e testemunhada na família, na escola, na sociedade, nos locais de trabalho e de lazer e, talvez um dia também, levada até aos confins da terra, como o fizeram os nossos antepassados.

Por isso desafio a todos os diocesanos, para entrarmos na escola de Jesus, na escuta e meditação da sua Palavra, na transmissão da fé às crianças, aos jovens, aos adultos afastados dessa escola (por exemplo, nas assembleias familiares), aos doentes, aos deprimidos e solitários.

Queridos diocesanos, vamos neste ano contribuir para a construção da esperança radicada na fé e no amor a Cristo e aos irmãos. Não é preciso fazer muitas coisas. Basta alimentar-se da Palavra do Mestre, receber os seus dons na oração e na Eucaristia dominical e testemunhar a alegria de sermos seus discípulos e missionários, enviados aos esfomeados e mendigos do amor e da esperança.

Mensagem de D. António Vitalino
bispo de Beja