12 dezembro 2006

propostas












Hoje fui a Damesfontein. Fui levar um grupo de onze rapazes que vão participar num encontro vocacional de uma semana. No total são mais de três dezenas, e vêm das missões onde os missionários da Consolata se encontram a trabalhar.

Porque estamos em tempo de férias, férias de Verão, os jovens dispõem de tempo e nós aproveitamos para lhes fazer propostas de maior amplitude. É o caso deste encontro, em que os jovens serão confrontados com uma proposta vocacional missionária.

O encontro é orientado pelo padre Rocco, italiano, no que aos conteúdos e liderança diz respeito e pelo padre Carlos Matias (do Vale do Pereiro, Sertã) nos aspectos logísticos.

Saí de Damesfontein pelas três da tarde mas não vi o padre Carlos… estava fora, na comunidade de Mayflower, ocupado na preparação da festa que terá lugar no próximo domingo: o quadragésimo aniversário de Ordenação Sacerdotal do padre Ettore Viada; nesse mesmo dia o padre Viada fará também a sua despedida da missão de Damesfontein, pois em Janeiro vai transferir-se para Daveyton, na Diocese de Joanesburgo.

Saí de casa às sete da manhã e quando cheguei eram sete da tarde, depois de seiscentos quilómetros, oito horas de estrada e as costas a suplicar descanso. Tudo isso é oferta ao Mestre e Senhor da seara para que, se Ele assim quiser, algum desses jovens se apaixonem pela Missão segundo o estilo dos missionários da Consolata!

11 dezembro 2006

osizweni – pretória – osizweni

No dia 16 de Outubro, após mais de três em Osizweni, fui enviado para Pretória. O colega que eu estava a substituir em Osizweni voltou das suas férias e, consequentemente, retomou o trabalho na missão de Osizweni. Entretanto em Pretória um dos missionários tinha saído também para férias e era necessário outro para ajudar em Waverley e Mamelodi. Fiquei por lá até ao dia 30 de Novembro.
Foi um tempo agradável: recordo com particular emoção as Eucaristias em Mamelodi, cheias de vida, participação e alegria; em Waverley recordo o encontro com numerosos portugueses que frequentam a comunidade cristã, gente muito dada e sensível; tive a bênção de visitar alguns doentes, em casa e no hospital, levando-lhes a Sagrada Comunhão; no fim até me fizeram uma festa de despedida, em que várias vezes me perguntaram “porque não fica aqui”? Mesmo sabendo que teriam dificuldade em perceber, lá lhes fui explicando que a Missão não é onde nos querem ou onde nós queremos, por muito agradável e valioso que isso seja, mas a Missão é lá para onde somos enviados. É uma urgência que se realiza na fidelidade Àquele que envia! Mas que tamanha exigência, meu Deus, é um arriscar-se continuamente.

No dia 30 de Novembro voltei para a comunidade de Madadeni, para trabalhar na missão de Osizweni. O padre Tarcísio Foccoli, actual Superior dos Missionários da Consolata na África do Sul, trabalhou em Osizweni durante os últimos oito anos e vai agora para Pretória.

No dia 2 de Dezembro fomos até Dundee, sede da diocese, para participar na Ordenação Sacerdotal da Zamuva Mlangeni. É o décimo sacerdote diocesano desta diocese, estabelecida apenas há treze anos; para nosso ‘santo’ orgulho, a maior parte deles vêm de paróquias onde estão missionários da Consolata.

O colega que vim substituir tinha escolhido o dia 3 de Novembro como data da sua saída de Osizweni: uma grande festa de adeus e agradecimento pelo trabalho que ele aqui realizou durante oito anos. A festa contava de duas partes: a Eucaristia solene e, de seguida, sessão de agradecimento e almoço no salão da comunidade de Maria Imaculada.

A Eucaristia, com a máxima participação de movimentos e grupos, foi rica de simbologia, vitalidade e alguma emoção; afinal foram oito anos muito intensos que a comunidade viveu com o padre Tarcísio que, entre outras coisas, construiu quatro infantários e três igrejas.

Após a Comunhão, teve lugar a passagem do testemunho: o padre Tarcísio fez-me a entrega solene das chaves do Sacrário e, de seguida, um dos membros da comunidade colocou-me na cabeça o “isicoco” – símbolo de autoridade entre os Zulus.

No salão, enquanto se ouviam discursos de várias pessoas e grupos, entremeados com danças e cânticos, a assembleia ia almoçando e confraternizando. Depois de receber os presentes de agradecimento, o padre Tarcísio agradeceu as pessoas pelo carinho que lhe dedicaram ao longo dos anos, e despediu-se de todos com a oração do pai-nosso e Bênção.

Bem hajas Tarcísio pelo teu entusiasmo, dedicação e serviço a esta linda gente de Osizweni. Unwele olude!
















01 outubro 2006

Consolação

Começou hoje o mês de Outubro – mês da Missão e mês do Rosário!
É o mês missionário por excelência dado que é em Outubro que se celebra o Dia Missionário Mundial preparado, motivado e orientado pela mensagem que o Papa dirige a toda a Igreja!

Para mim, missionário da Consolata, o mês missionário começou muito antes e hoje: começou no dia 28 de Março, quando cheguei a este país – um reinício completamente novo, a exigir desprendimento do passado e abertura incondicional ao hoje da minha missão; começou no dia 17 do mês passado quando, na Somália, foi barbaramente assassinada a nossa Irmã Leonella; e começou também no dia seguinte, dia 18 de Setembro, quando o meu colega de eMbalenhle, padre Giorgio Massa, foi agredido por ladrões – escapou com a vida e com a bolsa, mas o corpo ficou bem pisado…

Na verdade, para nós missionários, o mês missionário acontece todos os meses; mais, acontece todos os dias, todos os momentos pois a nossa vida está sempre ali, entre nós e a pessoa com quem nos encontramos; estamos sempre a dar a vida! E porque estamos sempre a dar a vida pode acontecer que haja alguém que no-la queira tirar – pelos mais variados motivos. Foi o que aconteceu com a Irmã Leonella.

O mês de Outubro está ser para mim muito intenso, melhor estou a vivê-lo com muita intensidade – porque? Porque a minha vida está em jogo, decididamente.
Tenho lido com muita frequência um texto que foi elaborado no meio de grande intensidade e paixão pela Missão; foi elaborado por várias mãos e corações jovens, num processo de indizível intensidade e determinação; e foi proclamado em lugares como… o Santuário de Nossa Senhora da Consolata em Turim – que emoção!
Eis esse texto – palavras feitas vida – para afirmar, uma vez mais, que “consolar, ontem hoje e sempre, é proclamar com a própria vida que Jesus é o único Senhor”!















Consolação é levar a todos a Palavra.
É partilhar um sorriso.
É fomentar a paz e a união.
É levar o pão e cantar a Palavra.
É levar o amor de Deus ao irmão.
É uma caminhada de Fé.
É descobrir e revelar a presença de Deus.
Consolação é uma atitude do coração: é sentir Deus presente.
Consolação é sair de nós mesmos.
É acolhimento e compaixão.
Consolação é o doce nome de Maria Mãe Consolata.
É entusiasmo e serviço.
Consolação é missão, e missão é consolação.
É dar-se e dar a vida toda.
É partir ao encontro dos que estão longe da fraternidade.
É presença e partilha.
Consolação é o farol da nossa estrada e o anseio da nossa vida.
Consolação é o rosto da Missão.
É o eco da voz de Allamano.
Consolação é anunciar o Evangelho, testemunhando a bondade de Deus.
Consolação é amparo na dor e alegria na fraternidade.
É dar a mão ao irmão.
Consolação é comunicar a ternura de Deus.
É o fogo que nos aquece o coração.
Consolação é a beleza do rosto de Deus.
Consolar, ontem hoje e sempre, é proclamar com a própria vida que Jesus é o único Senhor!


jmc-águas santas

28 setembro 2006

seis meses














Sim, faz hoje exactamente seis meses que pisei solo sul-africano pela segunda vez!
No dia da minha chegada – 28 de Março – deixaram-me em eMbalenhle, onde permaneci dois meses.
Um tempo curto, é certo, para me aperceber de tudo – mas suficientemente longo para apreciar os dons de Deus naquelas pessoas e comunidades: foram deveras maravilhosos comigo!

Depois, durante três semanas, visitei os meus co-irmãos e as missões onde trabalham.


Pretória
O primeiro lugar que visitei foi na diocese de Pretória, onde trabalham dois colegas – um italiano e outro colombiano.
Recordo com grande emoção a Eucaristia a que presidi em Mamelodi no dia de Pentecostes: quanta alegria, vitalidade e entusiasmo! A mistura de línguas usadas nos cânticos – zulu, súto e inglês – exprimia de modo completo aquilo que celebrávamos – a festa em que Espírito Santo anima e fortalece a comunidade cristã para o anúncio do Evangelho a todos os povos!

Joanesburgo
No domingo seguinte estive na diocese de Joanesburgo, em Daveyton – uma das townships mais perigosas de toda a África; os dois missionários que lá se encontram vêm do Quénia e da Tanzânia.
O que mais me tocou da minha brevíssima passagem por Daveyton foi o maravilhoso acolhimento que as pessoas me reservaram na comunidade onde celebrei a Eucaristia. Nunca me tinham visto, eu era apenas mais um padre ‘umlungu’ que um dos animadores tinha levado á comunidade… Numa igreja – em que as chapas de zinco batidas pelo vento eram como que uma orquestra não convidada, e em que o frio fazia juntar as pessoas – as pessoas começaram por me olhar de modo a perceber quem era o padre… No momento da partilha da Palavra decidi falar-lhes daquela palavra de Deus que é cada um de nós: disse-lhes que já tinha estado neste país, falei-lhes da minha Mãe que, com 87 anos, me viu partir de novo para a missão, contei-lhes que éramos quatro irmãos e que agora somos dois… falei-lhes da bondade do imenso número de amigos e benfeitores; e concluí dizendo “celebramos hoje a festa da Santíssima Trindade – Deus que, em Si mesmo, é família – uma ocasião preciosa para percebermos que a família que somos desafiados a construir vai muito, mas muito mesmo, para além de nós mesmos, do lugar onde habitamos e para além do nosso país; hoje a vossa família cresceu e modificou-se – para sempre! E a minha também – bem hajam”! Ia a abrir a boca para começar o Credo mas... começaram a bater palmas!
No final da Eucaristia houve alguns doentes que vieram pedir-me uma oração; resultado: acabei por fazer a imposição das mãos a todas as pessoas!
Já estava dentro do carro do animador que me levaria de volta quando vieram trazer-me uma oferta: “ padre, é para comprar um bebida para a viagem”.
Daveyton, o índice de criminalidade será dos mais altos em África – mas a bondade é muito mais!

Dundee
Na terceira semana de Junho estive em Damesfontein, diocese de Dundee, com o padre Carlos Matias (da Várzea dos Cavaleiros!) e o padre Cassiano (moçambicano que, entretanto, foi transferido para Roma).
Estive pouco tempo em Damesfontein para poder aperceber-me da realidade de pobreza e dispersão – espero poder voltar, isso sim.
Enquanto em Damesfontein, tive a bênção de celebrar o dia da Juventude em Mayflower juntamente com o padre Cassiano e um grande número de jovens de várias comunidades; o dia da juventude tem lugar no dia 16 de Junho – dia em que se comemora o massacre de Sharpeville, quando a polícia do apartheid abriu fogo sobre os estudantes negros que protestavam contra o ensino obrigatório da língua afrikans.
O encontro tinha por tema “os jovens e a construção da Igreja”, e houve lugar para palestras, trabalhos de grupos, plenários e…. muita música, alegria e juventude!

Cheguei á comunidade da Consolata em Madadeni na última semana de Junho: quatro missionários de três continentes e quatro países: Itália, Portugal, Quénia e Colômbia.
Embora residindo em Madadeni (de domingo à noite até sexta de manhã) o meu lugar de trabalho é Osizweni.














Nestes três meses que me encontro em Osizweni, a minha grande prioridade tem sido visitar os doentes –são tantos! – e, para além do running normal das comunidades cristãs, dedicar tempo ás crianças dos três infantários existentes na missão: é um verdadeiro banho de alegria, inocência e despreocupação – bem hajas, Senhor, pelas crianças!

21 agosto 2006

Henrique Lampião Kupula



















Tem 31 anos e é moçambicano, da zona interior de Inhambane.
Veio para a África do Sul – como milhares de outros moçambicanos – para amealhar alguns…. randes de modo a melhorar a sua situação.

Por muito que o Henrique tentasse, a verdade é que não encontrou trabalho que lhe permitisse sonhar dias melhores na terra natal – tudo porque não consegue os documentos de residência como trabalhador.
Mesmo estando “ilegal”, o Henrique trabalha todos os dias, mais ou menos desde as oito até ao fim da tarde. Faz uns biscates que lhe vão rendendo alguns randes ao fim de cada dia.

Encontrei o Henrique em eMbalenhle – víamo-nos todos os dias: o Henrique tem a sua “oficina” mesmo à frente da residência dos missionários em eMbalenhle. Todos os dias me saudava com um sonoro «bom dia senhôr pádre, como estás»? Depois de uns dias até o meu colega já tinha aprendido a resposta.
Todas as semanas prometia que havia de vir á Missa mas… ou pela roupa ou pelo trabalho – era sua justificação – a verdade é que nunca o lá vimos. Mas estava todos os dias à frente da igreja!

As ruas de eMbalenhle estão cheias de lombas, melhor dito “senhoras” lombas: é preciso parar e meter a primeira para as poder ultrapassar – quem assim não faz deixa lá sempre algo do carro, e o mais comum é o tubo de escape. A maior percentagem do trabalho do Henrique é mesmo soldar tubos de escape, mas é hábil em qualquer tipo de trabalho que tenha a que ver com soldar.

«Tá difícil, a concorrência é muita» era o que me dizia o Henrique quando lhe perguntava como iam as coisas. Na verdade, eMbalenhle está cheia dessas oficinas ao ar livre onde muitos procuram encontrar modos honestos de sustentar a família – e vários são moçambicanos.
Na zona de eMbalenhle – seguramente pelas possibilidades de trabalho nas minas ou nas estações energéticas – há um grande número de pessoas vindas de Moçambique; gente de presença assídua na Eucaristia dominical e envolvidos na vida da comunidade cristã; grande parte deles é Manhique de apelido; aliás, um dos Manhiques é dono de várias lojas na zona de eMbalenhle.

O Henrique tenciona amealhar algum dinheiro para voltar para Moçambique, talvez nos finais do próximo mês de Setembro. Comprou um “isikorokoro” – uma carrinha muito velha – que deseja reparar de modo a que possa afrontar a viagem até Moçambique: quer chegar a casa de carro.



Recordo que, quando me despedi do Henrique Lampião, lhe notei a voz embargada e vi algumas lágrimas a correr pela face – creio que havia muito tempo que não recebia um abraço.
Dei-lhe algo para juntar às suas economias, ao que ele agradeceu dizendo «obrigado, senhôr pádre, isto vai chegar até Moçambique».


04 julho 2006

primeiro dia


















Comecei ontem a trabalhar na Missão de oSizweni.
Ontem, dia em que a Liturgia celebrou a festa de Santa Isabel de Portugal: não que eu acredite em nacionalismos de qualquer espécie, mas é uma coincidência interessante.

Na segunda-feira, ao chegar a casa, o meu colega – padre Tarcisio Foccoli – deu-me as chaves da carrinha e disse-me “estás por tua conta – pelo menos até ao início de Outubro”. Ele partiu ontem de manhã para Itália, de férias.

O meu primeiro dia foi cheio de novidades – tinha que ser mesmo assim, era o primeiro dia!


Para além de me reunir com três animadores para preparar um encontro de animadores da celebração da Palavra e um retiro com catequistas, estive ocupado a podar algumas árvores à volta da Igreja, cozinhei uma panela de esparguete (éramos cinco ao almoço!) e tentei descobrir – entre as dezenas de chaves – a chave certa para… entrar em casa e na igreja.

Ao princípio da tarde vieram pedir-me para ir ao hospital dar a unção dos enfermos a uma senhora… E eu nem sabia onde era o hospital!
A senhora estava muito mal, nem sei se nos reconheceu… Juntou-se um bom grupo de pessoas à volta da sua cama, fizemos um momento de oração e eu administrei-lhe a unção dos enfermos; o seu estado de saúde não me permitiu dar-lhe a sagrada comunhão.


De seguida fui cumprimentar as outras doentes que se encontravam na enfermaria, procurei saber de onde eram, que mal as afligia... prometi-lhes orações e, enquanto lhes apertava a mão ou lhes fazia uma carícia no rosto, disse-lhes que Deus é o pai que nunca nos deixa sós, nunca. E o olhar que me devolveram era um olhar de ternura e gratidão por aqueles breves momentos.

Quando, ao fim da manhã, me encontrava reunido com os animadores veio-me à mente a ideia de que estávamos a construir a Igreja mas, quando estava no hospital ao pé daquela senhora e das suas companheiras na doença, a convicção que me encheu o coração foi de que éramos presença e consolação de Deus.


28 junho 2006

bem hajam!


















Completam-se hoje três meses que cheguei à África do Sul: foi a meio da manhã do dia 28 de Março que o padre Carlos Matias me foi buscar ao aeroporto de Joanesburgo e me levou a eMbalenhle, na província de Mpumalanga.
Agora encontro-me no norte da província do KwaZulu-Natal, 200 quilómetros a sul de eMbalenhle.
Faz hoje uma semana que cheguei a Osizweni, e aqui ficarei pelo menos durante três meses, o tempo que o meu colega vai de férias a Itália.

Depois de ter estado durante os meses de Abril e Maio em eMbalenhle, usei uma parte do mês de Junho para estar alguns dias nas comunidades onde se encontram os missionários da Consolata: para nos conhecermos e para ver, escutar e aprender. Temos uma comunidade na diocese de Pretória, uma na diocese de Joanesburgo e três na diocese de Dundee.

As situações em que trabalham os missionários da Consolata neste país têm dimensões comuns e que estão na base da nossa opção e estilo de vida: O serviço e presença entre os mais pobres nas periferias urbanas herdadas do apartheid (Osizweni, Madadeni, Blaauwbosh, eMbalenhle, Mamelodi, Daveyton) e em ambiente rural extremamente empobrecido (Damesfontein).

Desejo dizer o meu «bem hajam» a todas as pessoas que têm “caminhado” comigo e me deixaram mensagens maravilhosas de amizade, encorajamento e fraternidade: mensagens cheias de vida, de partilha e de oferta de Orações; mensagens repletas de carinho e espírito de família – tal como dizia o Beato Allamano. Mensagens que eu nada fiz ou faço para merecer, mas que mostram a grandeza de quem as escreve: Bem hajam! Aquele que vê os corações – e, na nossa liberdade, guia os nossos passos – vos encha do Seu amor, sempre!

Bem hajam!